A Universidade Estadual de Maringá (UEM) vem ampliando de forma consistente sua inserção global, resultado de uma política institucional estruturada e conduzida pelo Escritório de Cooperação Internacional (ECI). Responsável por articular, promover e apoiar as relações da universidade com instituições de ensino superior, centros de pesquisa e organismos internacionais, o ECI tem papel estratégico no fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão em uma perspectiva global.
Dentre as ações desenvolvidas pelo Escritório, um dos principais objetivos é atuar como instância facilitadora da internacionalização universitária. Conforme explica o coordenador do ECI, professor Renato Leão Rego, o ECI não concentra em si a internacionalização, mas cria condições para que ela se desenvolva de forma transversal em toda a universidade, envolvendo docentes, estudantes de graduação e pós-graduação e servidores técnico-administrativos . “A atuação do escritório está organizada em quatro frentes principais: acordos internacionais, mobilidade acadêmica, internacionalização em casa e projetos internacionais”, conta.
A divisão de acordos internacionais é responsável pela formalização e institucionalização das parcerias da UEM com universidades estrangeiras. Atualmente, a instituição mantém relações com parceiros em todos os continentes, abrangendo mais de 30 países. Em 2025, a UEM contabilizou 129 acordos internacionais vigentes, número superior ao registrado em 2024, quando havia 106 acordos ativos. “Esses instrumentos jurídicos garantem respaldo institucional para atividades de mobilidade, acesso a laboratórios, desenvolvimento de pesquisas conjuntas, programas de dupla diplomação e cotutelas na pós-graduação”, explica o coordenador.
Os acordos de dupla diplomação e cotutela representam um avanço significativo na formação acadêmica oferecida pela UEM. Na graduação, a dupla diplomação permite que o estudante curse parte de seus estudos em uma instituição parceira e obtenha, ao final, diplomas válidos nos dois países envolvidos. Em 2025, oito instituições participaram desse tipo de acordo, enquanto no ano anterior não havia registros. Na pós-graduação, os acordos de cotutela possibilitam que mestrandos e doutorandos desenvolvam suas pesquisas sob orientação compartilhada entre a UEM e uma universidade estrangeira, resultando em títulos reconhecidos internacionalmente.
A mobilidade acadêmica, coordenada pela professora Lilian Fittipaldi Gardin Berdu, também apresentou crescimento em 2025. No período, 67 estudantes da UEM realizaram mobilidade acadêmica no exterior (outbound), enquanto 34 estudantes estrangeiros vieram à universidade para cursar disciplinas ou desenvolver atividades acadêmicas (inbound) . Esses números incluem modalidades presenciais e remotas, além de programas governamentais como o Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e o Programa de Estudante-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE). A mobilidade docente e de servidores também se manteve expressiva, com 55 participantes em atividades no exterior e 22 recebidos pela UEM.
Segundo a responsável pela Divisão de Mobilidade, a professora Berdu, “a atuação do ECI vai além da seleção e do envio de estudantes para o exterior. O escritório desenvolve ações de acolhimento e integração dos estudantes internacionais desde antes da chegada ao Brasil, por meio de um programa de tutoria que envolve alunos da própria UEM, preparados para auxiliar nas demandas acadêmicas e cotidianas, como moradia, transporte e adaptação cultural . Além disso, encontros periódicos e grupos de acolhimento promovem a integração entre estudantes brasileiros e estrangeiros, fortalecendo o ambiente multicultural no campus ", diz.
A internacionalização em casa é outro eixo central da atuação do ECI, com impacto direto na formação daqueles que não participam de experiências no exterior. Em 2025, a UEM ofertou 43 disciplinas e cursos em outros idiomas, número maior do que o dobro do registrado em 2024, 21. Além disso, nesse período foram ofertadas cinco disciplinas vinculadas diretamente a ações de internacionalização curricular. Essas atividades incluem disciplinas optativas, cursos de extensão e ações conjuntas com professores estrangeiros, muitas vezes em formato virtual, permitindo a interação entre estudantes de diferentes países.
Nesse contexto, destaca-se o programa de Professores Visitantes Internacionais, financiado com recursos próprios da universidade. Em 2025, a UEM recebeu 33 professores visitantes de diversos países, número significativamente superior ao registrado no ano anterior, quando dois docentes estrangeiros participaram desse tipo de atividade. Esses professores ministraram disciplinas em outros idiomas, palestras abertas à comunidade acadêmica e atividades de pesquisa, contribuindo para a circulação de saberes e para o fortalecimento das redes internacionais da universidade.
As ações de extensão e apoio linguístico também fazem parte da política de internacionalização. O curso de Português para Estrangeiros, promovido pelo ECI, atendeu em 2025 um total de 198 estudantes, incluindo alunos internacionais, membros da comunidade externa e candidatos a exames de proficiência em língua portuguesa. A iniciativa reforça o compromisso da UEM com a integração cultural e com a internacionalização como prática inclusiva e socialmente referenciada.
No campo da pesquisa, os indicadores apontam para o fortalecimento das parcerias internacionais. Em 2025, a UEM participou de 18 projetos colaborativos internacionais, quatro deles com financiamento externo, além de registrar 14 produções acadêmicas entre artigos, capítulos de livros e trabalhos apresentados em eventos científicos. Para Renato Leão, “esses resultados refletem uma concepção de internacionalização voltada ao desenvolvimento de competências globais, à qualificação da produção científica e à inserção dos pesquisadores da UEM em redes internacionais, mais do que à simples busca por melhores posições em rankings", comemora .
O investimento institucional acompanha esse crescimento. Em 2025, a UEM aplicou mais de R$ 957 mil em recursos próprios destinados à internacionalização, além de aportes provenientes da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e de outros programas de fomento, totalizando quase 1,5 milhão investidos. Esses recursos possibilitaram a ampliação de editais, programas de bolsas e ações estruturantes, como a internacionalização dos currículos, iniciativa que começa a ser implementada de forma piloto em 2026.
A visibilidade das ações do ECI também cresceu significativamente. Em 2025, o perfil do escritório no Instagram alcançou mais de 739 mil visualizações, enquanto o site institucional registrou quase 40 mil acessos, evidenciando o aumento da procura por informações e oportunidades internacionais por parte da comunidade acadêmica .
Com editais já abertos para 2026, incluindo bolsas para professores visitantes, disciplinas em outros idiomas e programas de mobilidade voltados especialmente à América Latina, o ECI da UEM reafirma seu papel como articulador da presença global da UEM. Ao promover conexões internacionais, o ECI contribui diretamente para a formação de profissionais qualificados para atuar em contextos globais, fortalecendo a missão da universidade pública de produzir conhecimento, formar cidadãos e ampliar seu impacto social para além das fronteiras nacionais.
Como entrar em contato com o ECI
Para acompanhar as ações, editais e oportunidades de internacionalização da Universidade Estadual de Maringá, o Escritório de Cooperação Internacional disponibiliza diferentes canais de atendimento e comunicação:
Instagram: @eci.uem
Site: eci.uem.br
Telefone: (44) 3011-4441
(João Luiz Lazaretti/Comunicação UEM)