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Na Câmara de Maringá, arte como ferramenta de inclusão
Por Administrador
Publicado em 03/03/2026 12:43
Notícias de Maringá

Arte como ferramenta de inclusão. Este foi o tema da Tribuna na sessão desta terça-feira (03) quando o coordenador do Projeto Pipa, Café e Arte-“Desenhando Inclusão, Pintando Cidadania”, Clóvis Pontes, destacou a importância da presença da Câmara para o desenvolvimento do projeto.

 

O vereador Italo Maroneze, autor do convite, enfatizou que o projeto vai muito além da cultura e do entretenimento: "ele promove pertencimento, cidadania e inclusão real. Em parceria com a SESP, dezenas de crianças participaram de oficinas de pipa e momentos de socialização que fortaleceram autoestima, vínculos familiares e a expressão artística, especialmente de crianças com TDAH e TEA".

 

Com o tema “Arte como inclusão: Projeto Pipa, Café e Arte”, a iniciativa nasceu após o coordenador do projeto ouvir o relato de mães que enfrentavam dificuldades para interagir com seus filhos em ambientes sem integração social. “Naquele dia entendi que poderíamos fazer algo diferente. Percebemos a importância de um ato simples que poderia fazer a diferença na vida dessas crianças”, afirmou.

 

O coordenador ressaltou que o projeto é sustentado por três pilares: cidadania, inclusão social e solidariedade. "A proposta é promover um relacionamento inclusivo entre pais e filhos, alunos e professores, além da convivência entre crianças com e sem autismo, gerando inclusão verdadeira no dia a dia".

 

Um dos encontros aconteceu durante um café da manhã com oficina de criação de pipas, no Jardim Alvorada. A lembrança afetiva de soltar pipa com os pais serviu de inspiração. “Na minha época soltávamos pipa para brincar com os pais e criar relacionamento. Lembro do meu pai fazendo uma pipa de jornal porque não tinha dinheiro. Era um momento em que sabíamos que eles estariam presentes. Por que não transformar isso em um projeto que promova inclusão por meio da diversão?”, ressaltou.

 

Segundo os organizadores, muitas crianças que antes não conseguiam permanecer nos ambientes passaram a participar ativamente das atividades. A proposta reforça que inclusão não se faz separando, mas convivendo. “Se eu separo o irmão que é autista daquele que não é, qual é o papel da inclusão?”, questiona o coordenador.

 

O projeto também busca apoio institucional. “Cada um tem uma luta diária, mas queremos que os vereadores entendam que essa iniciativa vai além de uma visão política. Quando realizarmos os eventos, pedimos que participem, apoiem e estejam conosco”, reforçou. 

(Fonte: Comunicação CMM)

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