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Com 1.568 vítimas em 2025, Brasil vê crescer casos de feminicídio
Amapá chama a atenção, com 120% de aumento entre 2021 e 2025
Radioagência Nacional - Por Carolina Pessôa
Publicado em 05/03/2026 10:20
Notícias do Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

O Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, uma alta de 4,7% em relação a 2024. Foram mais de 13,7 mil casos desde a promulgação da lei do Feminicídio, em 2015. Os dados são do levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Ainda de acordo com o estudo, as principais vítimas são as mulheres negras, e a maior parte dos casos acontece dentro de casa.

A diretora-executiva da organização, Samira Bueno, fala sobre o resultado, e chama a atenção para a situação do Amapá, o estado com maior crescimento percentual, de 2021 a 2025.

“Ao longo dos últimos anos a gente vinha falando de um crescimento de 1%, 1,5% dos feminicídios, quase uma estabilidade. Esse ano, infelizmente, em 2025, a gente teve um crescimento expressivo de 4,7%. E quando a gente compara com 2021, o crescimento chega a 14,5%. E aí destaco aqui também alguns casos. A gente tem o Amapá com um crescimento de 120%”.

A diretora comenta também a situação de São Paulo, onde diversos casos de feminicídio ocuparam o noticiário no último ano.  De acordo com a pesquisa, o estado ficou em segundo lugar no número de casos, com um aumento de mais de 96%, chegando a 270 vítimas.

“O caso de São Paulo, realmente, fica uma preocupação. A gente tem vários casos recentes que mostram um pouco que o que a gente está vendo na imprensa, é de algum modo o que de fato está acontecendo, está se traduzindo nas estatísticas”.

A análise aponta ainda que pouco mais de 13% das vítimas de feminicídio tinham Medida Protetiva de Urgência quando foram mortas, como explica Samira Bueno.

“Nós descobrimos que 148 vítimas tinham medida protetiva de urgência no momento em que foram assassinadas. Mesmo assim, foram mortas”.

Além disso, de acordo com o levantamento, a maior parte das agressões foi cometida por parceiros ou ex-parceiros. Os principais instrumentos utilizados foram as armas brancas, como facas, machados ou canivetes.

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
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