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Com agenda descentralizada, Efuem 2026 discute desafios da docência
Por Administrador
Publicado em 05/03/2026 19:27
Notícias de Maringá

Professores de diferentes centros de ensino lotaram o auditório do bloco B-33 na manhã de quarta-feira (4), para a abertura do Encontro de Formação Continuada para Docentes da na Universidade Estadual de Maringá (Efuem) edição 2026. Com o tema “Desafios da docência no Ensino Superior”, o evento contempla uma programação diversa, com atividades e oficinas em todos os câmpus e mais de 400 inscrições.

Para iniciar as atividades, a Orquestra de Câmara da UEM promoveu uma apresentação cultural com a presença de estudantes do curso de Música. A mesa de honra foi composta pela vice-reitora, Gisele Mendes de Carvalho, pelo pró-reitor de Ensino, Marcos Vinicius Francisco e pela diretora de Ensino de Graduação, Mariana Moran Barroso. 

Carvalho afirmou que “a universidade está sempre aberta aos docentes” e lembrou a importância da atualização do conhecimento. “A educação não para e precisa acompanhar esses novos tempos, sobretudo do ponto de vista ético, da formação do profissional, porque nós temos uma responsabilidade imensa, que inclusive é constitucional, de formação de cidadãos, de qualificação para o trabalho, mas sobretudo para o desenvolvimento da pessoa humana”, ressaltou.

Os representantes da PEN e coordenadores do evento agradeceram a presença e o interesse dos professores. Para o pró-reitor, o desafio é desenvolver um trabalho mais profícuo e próximo dos estudantes. “A partir das demandas que nos foram apresentadas em 2025, pensamos em uma agenda mais descentralizada e diversa. Então vamos falar de curricularização da extensão, IA, cotas e diversificação dos estudantes, pois não dá para ser professor – cientificamente – da mesma forma que éramos há 20, 15 ou 10 anos”, explicou Francisco. 

Barroso demonstrou a preocupação da UEM com a formação docente nos últimos anos. “Nós pensamos e planejamos esses encontros de formação durante todo o ano. Eu também sou professora do Departamento de Matemática e estou aqui para aprender, assim como todos vocês. E eu nem preciso falar a obviedade da necessidade de pensarmos nisso constantemente.” 

A palestra de abertura tratou sobre a temática do evento. Ministrada pela professora Kátia Augusta Curado Pinheiro Cordeiro da Silva, especialista em formação docente da Universidade de Brasília (UnB). Em sua fala, a professora contrapôs a concepção de formação entendida como mera “reciclagem” profissional. Em vez disso, defendeu a formação como um espaço de troca entre docente e pesquisador, marcado pelo diálogo e pela construção coletiva de saberes. Para ela, a formação continuada deve ser compreendida como base estruturante do trabalho docente, ancorada nas vivências em sala de aula e na trajetória científica de cada professor. 

Segundo ela, a UEM sai à frente com a proposta do evento. “A ideia é que a formação continuada seja uma possibilidade para todas as universidades. Porque seria aquele espaço para encontrar os colegas, para fazer reflexões críticas, para pensar na própria dinâmica de projetos de pensamento, de pesquisa, de projetos de extensão, troca de conhecimentos e artigos. Lutamos para que isso aconteça em todas as universidades; infelizmente, não acontece”, afirmou Silva.

Durante a tarde, o tema “Trajetórias no Ensino Superior: do acesso ao egresso” foi discutido em uma mesa-redonda pelas professoras Priscila Borgonhoni Chagas e Valéria Delisandra Feltrim, da UEM. As atividades presenciais realizadas no câmpus de Maringá estão sendo transmitidas pela equipe do Núcleo de Educação a Distância (Nead) da universidade, pelo YouTube, com interpretação em Libras. 

A professora Renata de Paula dos Santos, do curso de Comunicação e Multimeios, lotado no Departamento de Fundamentos da Educação (DFE), chegou à UEM em fevereiro do ano passado e já participou de duas formações. “É interessante para olharmos a universidade como um todo, porque às vezes você fica muito tempo na academia, mas só na sua área, só na sua tese, só na sua pesquisa. Então, é importante ter esse olhar multidisciplinar e também pensar nos problemas da instituição.”  

Para ela, o evento promove a reflexão de tudo o que envolve a trajetória dos professores, mas, para além disso, é um espaço de troca. “Nós podemos conversar com colegas que sejam do mesmo centro, mas de outro curso, também de outros cursos, então é um espaço muito importante”, destacou. Santos pretende participar de pelo menos duas oficinas e ampliar seus conhecimentos sobre temas centrais, como extensão e cotas.

PRESENÇAS - As pró-reitoras de Pesquisa e Pós-Graduação, Grasiele Scaramal Madrona e de Extensão e Cultura, Vania Malagutti, também estiveram na abertura do Efuem. Assim como as diretoras do Núcleo de Educação a Distância (Nead/UEM) Fabiane Freire França, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), Ana Paula Vidotti, e do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH), Érica Fernandes Alves; e os diretores adjuntos do Centro de Ciências Agrárias (CCA), Ferenc Istvan Bankuti, e do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CSA), Antonio Marcos Flauzino dos Santos; além de servidores, docentes e acadêmicos. 

Agenda diversificada

No dia 5 de março, a programação envolve oficinas com temáticas diversas no câmpus de Maringá e nos regionais. No dia 6, as discussões foram organizadas por centro de ensino, com particularidades para cursos de licenciatura e bacharelado. 

As palestras de encerramento recebem a professora Leny Rodrigues Martins Teixeira, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), com o título “A análise do erro como perspectiva pedagógica na formação de professores”; e o professor Thiago Sá, vinculado à Rede Estadual de Docência no Ensino Superior (REDES), com “O curioso caso de estudantes de licenciatura que não aspiram à docência: perfil, motivações e evasão”.

A programação completa está disponível no Instagram da PEN ou no site de Notícias da UEM.  

(Mônica Chagas e João Luiz Lazaretti/UEM)

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