Um ano após o retorno de Paulo Wanderley Teixeira à presidência da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a entidade apresenta um balanço marcado por avanços na gestão, fortalecimento do calendário esportivo e conquistas institucionais importantes para o desenvolvimento da modalidade no país.
Paulo Wanderley reassumiu o comando da confederação em 15 de março de 2025, após já ter presidido a CBJ entre 2001 e 2017. Neste primeiro ano do novo ciclo, a entidade consolidou ações estratégicas e garantiu conquistas relevantes para o judô brasileiro.
Entre os principais marcos do período está a assinatura do maior patrocínio da história da modalidade no país, com a parceria firmada com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento de R$ 60 milhões ao longo do ciclo olímpico até Los Angeles 2028 permitirá ampliar ações voltadas ao alto rendimento, à formação de atletas e ao fortalecimento do judô em todo o território nacional.
“É uma grande alegria estar de volta à presidência da CBJ e poder contribuir novamente com o judô brasileiro. Esse primeiro ano foi de muito trabalho e já conseguimos avanços importantes, como a conquista desse patrocínio histórico e o fortalecimento das nossas competições e projetos. Sabemos que ainda há muito pela frente, mas seguimos motivados para continuar desenvolvendo o judô em todo o país”, afirmou o presidente.
Em 2025, a CBJ também alcançou o nível máximo de maturidade no Programa de Gestão, Ética e Transparência (GET) do Comitê Olímpico do Brasil, conquistando Nota 10 no Índice GET, que avalia 9 áreas de conhecimento, 35 temas e mais de 330 requisitos relacionados à qualidade da gestão esportiva. Esse resultado decorreu do cumprimento integral dos níveis-alvo e adicionais, refletindo um processo contínuo de aprimoramento em governança, compliance, transparência, gestão de processos, comunicação, participação das mulheres no esporte, educação e segurança.
Calendário nacional
O calendário esportivo nacional manteve intensa atividade ao longo do período. Somente nos Campeonatos Brasileiros Regionais e Finais, foram realizados 14 eventos, reunindo 6.350 inscrições de atletas de todo o país.
Entre as competições interclubes organizadas pela CBJ, três eventos reuniram 2.471 inscrições, com destaque para o Meeting Nacional Cadete e Júnior (492 atletas e 743 lutas); Taça Brasil Júnior (508 atletas e 541 lutas) e Seletiva Nacional Cadete e Júnior (1.471 atletas de 233 clubes e 2.012 lutas). Já nas competições sênior interclubes, dois eventos somaram 800 inscrições, incluindo o tradicional Troféu Brasil e o Grand Prix Nacional.
Base forte e resultados internacionais
O trabalho de formação também segue sendo um dos pilares da CBJ. Nas classes Sub-15 e Sub-13, o Brasil conquistou 51 e 49 medalhas, respectivamente, em eventos internacionais, reforçando o potencial da base do judô brasileiro. Na classe cadete, foram conquistadas 58 medalhas em sete competições internacionais e cinco treinamentos de campo. Na classe júnior, atletas brasileiros conquistaram 141 medalhas em 11 competições internacionais, além da realização de seis treinamentos de campo. Enquanto no sênior, os nossos atletas da seleção conquistaram 131 medalhas, em 19 competições internacionais e 41 treinamentos de campo.
Comunicação amplia alcance da modalidade
A área de comunicação da CBJ também registrou crescimento expressivo e lançou, de forma inédita, uma série de documentários que mostra os bastidores do judô brasileiro, em parceria com o SporTV. Além disso, as plataformas digitais da entidade somam atualmente 728 mil seguidores nas redes sociais, e atingiu a marca de 114,6 milhões de impressões e mais de 800 mil contas alcançadas. Na CBJ TV, canal do youtube da entidade, foram realizadas 137 transmissões ao vivo, totalizando mais de mil horas de conteúdo ao longo da temporada.
“O judô brasileiro tem uma história muito forte e uma base sólida em todo o país. Nosso compromisso é seguir trabalhando ao lado das federações, clubes, atletas e treinadores para continuar desenvolvendo a modalidade e preparando o Brasil para os desafios do ciclo olímpico”, finalizou Paulo Wanderley.
(Fonte: CBAt Oficial)