Quais são os caminhos para uma educação baseada no respeito, no diálogo e na garantia de direitos, tanto nas escolas quanto no ambiente familiar? Essa é a reflexão proposta pelo 2º Simpósio de Educação Não Violenta, que começa nesta terça-feira, 14 de abril, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
O evento é promovido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Psicologia e pelo projeto de extensão “Por uma educação não violenta: desmedicalizando os processos educativos”, vinculado ao Departamento de Psicologia da UEM.
Nesta segunda edição, o simpósio traz como tema “Infâncias (in)visíveis: construindo caminhos de proteção e acolhimento”. A proposta é ampliar o debate sobre as diversas formas de violência que atingem crianças e adolescentes — muitas vezes de maneira silenciosa e naturalizada no cotidiano.
A iniciativa busca reunir estudantes, professores, profissionais de diferentes áreas e a comunidade para discutir estratégias coletivas de enfrentamento à violência e promoção de uma infância mais protegida.
De acordo com a coordenadora do evento, Aline Lunardelli, a educação não violenta passa pela superação de práticas historicamente enraizadas, como punições físicas e agressões verbais, além do reconhecimento de formas menos visíveis de violência, como a psicológica e a simbólica. O simpósio também chama atenção para as chamadas “infâncias invisíveis” — crianças em situação de vulnerabilidade social, expostas a diferentes tipos de violência ou privadas de direitos básicos.
A programação inclui palestras, mesas-redondas e debates com pesquisadores de destaque nacional, abordando temas como educação inclusiva, ética, preconceito, medicalização da infância e os impactos das novas tecnologias na formação de crianças e adolescentes.
A abertura contará com a participação da professora Adriana Marcondes Machado, da USP. O evento também terá convidados como José Leon Krochick, Ari Fernando Maia, Terezinha Rios e Lígia Viegas, compondo um painel interdisciplinar sobre educação, psicologia e direitos da infância.
As atividades serão realizadas no Auditório da Biblioteca Central da UEM, ao longo de três noites e duas tardes. A expectativa é reunir cerca de 200 participantes, público semelhante ao da primeira edição, realizada em 2024.
O simpósio é aberto a estudantes de graduação e pós-graduação, professores da educação básica e superior, além de profissionais das áreas de psicologia, educação, saúde, direito e demais interessados no tema.
Serviço - 2° Seminário de Educação não Violenta - Auditório da Biblioteca Central - BCE UEM - De 14 a 16 de abril - Mais detalhes no Instagram do evento: @senv.uem
(Marcelo Bulgarelli/Comunicação UEM)