O Cursinho Pré-Vestibular da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está com inscrições abertas até 20 de abril para a nova edição. Contemplado por financiamento do Ministério da Educação e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, o projeto passa a fazer parte da Rede Nacional de Cursinhos Populares (Cpop), com 120 vagas destinadas prioritariamente a estudantes de escolas públicas.
Para se inscrever, o estudante deve acessar o site cursinho.uem.br e ter renda familiar per capita de até um salário-mínimo. Do total de vagas, 60 serão destinadas a estudantes das Escolas Estaduais Tancredo A. Neves, Branca da Mota Fernandes, Adaile Maria Leite e Tânia Varella Ferreira; 20 a estudantes pretos, pardos e indígenas; 10 destinadas a imigrantes, filhos de imigrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade; e 30 à ampla concorrência. O Cursinho também terá lista de espera para eventuais convocações.
Os documentos necessários para envio na inscrição e os critérios de classificação estão disponíveis em edital. Com a política pública, o Cursinho UEM foi contemplado com financiamento federal de até R$ 208 mil, o que permitirá a ampliação das atividades e a concessão de auxílio permanência para 40 estudantes, no valor de R$ 200 mensais durante oito meses, voltado prioritariamente a estudantes em maior situação de vulnerabilidade social.
As aulas terão início em 27 de abril, no período noturno, e serão realizadas no Colégio Estadual Tancredo de Almeida Neves, em Maringá. Ao todo, 25 docentes com formação em suas áreas, a maioria com mestrado e/ou doutorado, estão envolvidos com o projeto. A equipe técnica-pedagógica é composta por 10 voluntários da comunidade interna da UEM; a coordenação institucional é dos professores Rafael da Silva e Geovanio Rossato e a coordenação pedagógica é do professor Davi Talizin, além de docentes de pedagogia, psicologia, serviço social e da medicina.
Para Talizin, mestrando em Ensino de História da UEM, o principal objetivo é a democratização do acesso ao ensino superior, compreendendo a educação como um instrumento fundamental de transformação das condições de vida. “O projeto se estrutura a partir do compromisso com a ampliação de oportunidades para estudantes historicamente excluídos dos espaços acadêmicos”, afirmou.
A edição também conta com a parceria do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Maringá e do Colégio Tancredo de Almeida Neves, que irá ceder o espaço para as atividades. O coordenador Rafael da Silva destaca a importância de tornar a universidade mais inclusiva. “Com a atuação do cursinho, conseguimos democratizar o acesso à educação, antes mesmo das atuais políticas de cotas atuais, e ampliar, inclusive, as discussões sobre assistência e permanência estudantil no ambiente universitário.”
Cursinho UEM
Criado em 2007 no Departamento de Ciências Sociais (DCS), o programa nasceu da constatação de que a desigualdade no preparo para processos seletivos, em especial o vestibular da própria UEM, colocava em desvantagem estudantes oriundos da rede pública e de contextos socioeconômicos vulneráveis.
O projeto já mantém uma turma, que iniciou a preparação para os vestibulares da instituição no primeiro semestre. As aulas são ministradas por estudantes bolsistas de cursos de licenciatura e ocorrem no próprio câmpus, no período noturno. Esta edição é financiada pelo Fundo Paraná, via Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado (Seti) e gerida pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PEC) da UEM.
Serviço – Cursinho UEM
Secretaria: Bloco 006 - Câmpus sede da UEM
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 16h às 21h
Mais informações: (44) 3011-4210 (WhatsApp) ou @cursinhouem
Inscrições e editais: www.cursinho.uem.br
(Mônica Chagas/Comunicação UEM)