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Universidades estaduais do Paraná reúnem 131 bolsas de pesquisa de programa do CNPq
Por Administrador
Publicado em 30/04/2026 10:15
Notícias do Paraná

O Paraná conquistou o quinto maior número de bolsas-auxílio em um programa nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) voltado para apoiar pesquisas na pós-graduação. São, ao todo, 280 bolsas de mestrado e doutorado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), somando um investimento de R$ 25,8 milhões para as universidades públicas e privadas do Paraná. 131 bolsas foram destinadas para as universidades estaduais. O Estado ficou atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, nessa ordem. Os pagamentos já começaram.

Desse montante, R$ 12,7 milhões foram destinados a 72 programas de pós-graduação das sete universidades que integram o Sistema Estadual de Ensino Superior, beneficiando 90 estudantes de mestrado e 41 de doutorado. Essa quantidade representa 46,79% do total de bolsas concedidas para o Paraná, reafirmando o protagonismo das instituições de ensino superior mantidas pelo Governo do Estado na formação acadêmica e profissional. 

Para a diretora de Ensino Superior da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Maria Aparecida Crissi Knuppel, a conquista reflete o acerto das políticas públicas voltadas à pesquisa. "O investimento consistente na formação de pesquisadores e na produção de conhecimento científico é importante para fortalecer as universidades como ambientes de inovação e geração de soluções para a sociedade, consolidando as bases para um desenvolvimento cada vez mais sustentável e competitivo", disse.

DISTRIBUIÇÃO – A Universidade Estadual de Maringá (UEM) recebeu o maior número de bolsas nesse programa nacional, 37 no total, sendo 26 de mestrado e 11 de doutorado, nas áreas de Administração, Bioenergia, Ciência da Computação, Ciências Sociais, Design, Economia, Engenharia Civil, entre outras. Na sequência, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) conquistou 33 bolsas que serão destinadas para estudantes de várias pós-graduações, como Agronegócio, Biociências, Biologia e Conservação de Recursos Naturais.

O diretor de Pós-Graduação da UEM, Oscar de Oliveira Santos Junior, destaca a importância do investimento em ciência para a qualidade da produção científica. “Esse aporte permite que os pesquisadores se dediquem integralmente, fortalecendo as competências necessárias para gerar soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social tanto do Estado quanto do País”.

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi contemplada com 19 bolsas (12 de mestrado e sete de doutorado) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com 18 (11 de mestrado e sete de doutorado). Juntas, as duas estaduais atenderam alunos que desenvolvem projetos de pesquisa em diferentes áreas: Ciências da Saúde, Ciências Sociais Aplicadas, Economia, Educação, Enfermagem, Engenharia Elétrica, Filosofia, Geografia, Jornalismo, Odontologia e Psicologia.

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) conta com 16 bolsas no programa para cursos de pós-graduação em Agronomia, Ciências Farmacêuticas, Geografia, Química, entre outros. Já as universidades estaduais do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná (Unespar) somam oito bolsas, distribuídas para estudantes de Ciência Jurídica, Ciência do Movimento Humano, Cinema e Artes do Vídeo, Educação Matemática, História Pública, Música, Produção Agropecuária Sustentável e Sociedade e Desenvolvimento.

O estudante de doutorado em Química da Unioeste, Gabriel das Neves Pfeifer, disse que o fomento à ciência contribui para a carreira dos pesquisadores. Segundo ele, o investimento em bolsas permite que os pesquisadores tenham dedicação exclusiva, promovendo o desenvolvimento tecnológico e a qualificação profissional necessária para solucionar demandas da sociedade. “Esse suporte é fundamental, pois oferece ao acadêmico uma estabilidade que viabiliza a permanência no ambiente universitário", salienta o pesquisador.

SISTEMA ESTADUAL – Juntas, as universidades estaduais do Paraná ofertam 205 cursos de mestrado e 119 de doutorado, abrangendo 114 áreas distintas, com vagas em 22 municípios paranaenses. Além da modalidade de mestrado acadêmico, a rede tem 39 cursos de mestrado profissional, um tipo de pós-graduação focada na aplicação prática de conhecimento técnico-científico para o mercado de trabalho. Entre os cursos de doutorado, 52 apresentam conceito entre 5 e 7 da Capes, demonstrando a qualidade da pesquisa desenvolvida no sistema estadual.

As universidades estaduais recebem outros apoios e fomento à pesquisa, incluindo bolsas para programas de iniciação científica, de pós-graduação e de pós-doutorado, com financiamento de instituições como a Fundação Araucária, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o próprio CNPq. O Fundo Paraná, dotação de fomento científico administrada pela Seti, também contempla modalidades de custeio para projetos e ações de pesquisa e inovação.

OUTRAS INSTITUIÇÕES – Além das estaduais, outras instituições públicas e privadas do Paraná conquistaram bolsas no programa do CNPq. A Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR) receberam, respectivamente, 86, 26, 12 e 2 bolsas. A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e o Centro Universitário de Maringá (UniCesumar) fecham o grupo do Estado. 

(Texto: AEN. Foto: Jessica Natal/UEPG)

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