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Programa ‘Zoeira tem Limite’ promove escuta e apoio aos alunos que sofrem bullying
Por Administrador
Publicado em 12/05/2026 13:35
Notícias de Maringá

Para fortalecer a prevenção e o enfrentamento ao bullying entre adolescentes, a Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Juventude, Cidadania e Migrantes (Sejuc), iniciou as primeiras etapas do programa ‘Zoeira tem Limite’ de 2026. A iniciativa oferece atendimento psicológico, rodas de conversa e atividades educativas para estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º anodo ensino médio.

 

As primeiras atividades foram realizadas na quinta-feira, 7, no Colégio Estadual Vinícius de Moraes, no bairro Cidade Alta. Na sexta-feira, 8, a programação seguiu no Colégio Estadual Silvio Magalhães de Barros, no Conjunto Ney Braga. As ações são desenvolvidas em parceria com as instituições de ensino superior UniCesumar e Unicive.

 

O programa tem foco no acolhimento, no diálogo e no cuidado com a saúde mental, especialmente de estudantes que têm dificuldade ou medo de falar sobre situações de bullying. O atendimento é realizado por graduandos na área de Psicologia, com rodas de conversa, palestras, dinâmicas e atividades educativas. Também é feito atendimento psicológico individualizado aos jovens que são vítimas de bullying.

 

O programa será desenvolvido ao longo de quatro semanas em cada unidade atendida. Durante o ano, até novembro, a previsão é contemplar de seis a oito escolas estaduais, incluindo os colégios Dirce de Aguiar e Thomas Edison. O cronograma das próximas instituições será definido pela Sejuc, em parceria com os colégios.

 

A estudante de Psicologia da UniCesumar, Kerolyn Lima, explica que, ao longo do programa, os alunos passam a compreender melhor o tema e se sentem mais à vontade para participar. “Trabalhamos com dinâmicas para que eles reflitam sobre si mesmos, sobre os colegas e sobre a forma como as palavras e atitudes impactam o outro”, explicou.

 

A estudante A. C., de 15 anos, acredita que a ação é importante para conscientizar os alunos sobre o bullying e reduzir situações de agressão e desrespeito no ambiente escolar. “Muitos falam da aparência dos outros e dizem que é brincadeira, mas isso machuca. Com o projeto, eles podem aprender que não é legal fazer isso e se conscientizar”, disse.

 

“O programa é bem legal, principalmente para quem sofre bullying e tem medo de contar ou não sabe se expressar. Às vezes, a pessoa precisa de alguém que escute. O projeto ajuda a mostrar que existem pessoas ali para acolher e ajudar”, comentou a estudante A. L., de 14 anos.

 

A secretária de Juventude, Cidadania e Migrantes, Sandra Franchini, enfatiza que o bullying afeta diretamente a autoestima, a convivência e a saúde mental dos estudantes. “Com o ‘Zoeira tem Limite’, queremos orientar, acolher e mostrar que a escola precisa ser um espaço de respeito, empatia e proteção. A prevenção começa pelo diálogo e pela escuta”, frisou.

 

“Nas pesquisas que fizemos, muitos jovens pediram atendimento psicológico. Por isso, estamos avaliando, sob o escopo do ‘Projeto Orçamento Jovem’, para ampliar esse cuidado e contratar clínicas para fortalecer esse segmento, que é tão importante para a nossa juventude”, completou Sandra.

 

“O ‘Zoeira tem Limite’ trabalha um tema muito importante. A palavra pode ferir, mas também pode transformar. Por isso, buscamos promover empatia, respeito e um ambiente mais saudável dentro da escola. O jovem pode ser protagonista nessa construção, ajudando não apenas na formação do aluno, mas também da pessoa”, pontuou o diretor de Juventude da Sejuc, Nelson Rother Neto.

 

“Os alunos precisam de orientação, principalmente de profissionais da área. Eles compreendem que atitudes tratadas como brincadeira podem ferir o outro e prejudicar a convivência escolar. Muitos alunos não percebiam que algumas brincadeiras poderiam ser bullying. Com o projeto, eles passam a entender melhor essas situações e os resultados são muito positivos”, relatou a diretora do Colégio Estadual Vinícius de Moraes, Marciléia Bonilha

 

Em 2025, o programa atendeu mais de mil jovens em cinco escolas estaduais: Tânia Varella Mansano; Branca da Mota Fernandes; Unidade Polo, Maria Goretti; e Brasílio Itiberê. 

(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)

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