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Eleição para Reitoria da UEM vai mobilizar quase 25 mil eleitores
Por Administrador
Publicado em 15/06/2026 07:40
Notícias de Maringá

O processo para a escolha do reitor e do vice-reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) no período 2026-2030 está oficialmente em andamento. A Comissão Eleitoral, responsável por conduzir a votação dos novos representantes da Reitoria, foi empossada em 25 de maio e já trabalha na organização de uma das maiores eleições universitárias do Paraná.

O presidente do órgão eleitoral, o professor do Departamento de Direito Privado e Processual (DPP) Ricardo César Gardiolo, destacou a complexidade da eleição, que envolve quase 25 mil eleitores, distribuídos por todos os câmpus da UEM, além de polos de ensino da Universidade.

“É um processo bastante complexo, uma vez que o colégio eleitoral da UEM é grande e envolve muitos câmpus. Já iniciamos os trabalhos com a publicação da lista eleitoral e a definição dos locais de votação”, explicou Gardiolo.

A comissão é composta por sete membros indicados pelo Conselho Universitário (COU) e quatro representantes da Administração Universitária, incluindo servidores da Pró-reitoria de Recursos Humanos e Assuntos Comunitários (PRH), Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA), Prefeitura do Câmpus (PCU) e Núcleo de Processamento de Dados (NPD).

Mais de 20 mil estudantes

O colégio eleitoral da UEM é formado por três categorias de votantes: professores, agentes universitários e estudantes. Este universo de eleitores é composto por 1.676 docentes,1.784 técnicos, que abrangem efetivos e temporários, e aproximadamente 20.500 estudantes, incluindo aqueles em modalidade a distância, perfazendo um total de quase 25 mil eleitores. Independentemente do quantitativo, o peso dos votos será de um terço para cada categoria.

“O peso é igual. O que muda é a forma de distribuição dos votos dentro de cada segmento. Por isso, a participação dos estudantes é fundamental para fortalecer a representatividade da categoria”, afirmou o presidente da comissão.

Para se ter uma ideia do tamanho do colégio eleitoral da UEM, ele supera o de cidades consideradas grandes da região, como Marialva, Mandaguari, Sarandi e Paranavaí. E o número ainda pode aumentar, se forem incluídos alunos da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), que solicitaram participação no pleito, e pesquisadores sêniores, docentes que, após a aposentadoria, retornaram à UEM para pesquisar.

Votação presencial

A votação está marcada para o dia 17 de agosto. Havendo necessidade de segundo turno, uma nova consulta ocorrerá no dia 31 do mesmo mês. Em ambos os casos, a eleição será realizada de forma presencial, uma exclusividade da UEM entre as sete universidades estaduais do Paraná. Serão instaladas 40 urnas, das quais 25 estarão no Câmpus Maringá, 3 no Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), além de 12 distribuídas entre os câmpus regionais e polos de Educação a Distância (EaD).

As urnas atenderão eleitores em cidades como Umuarama, Cianorte, Goioerê, Cidade Gaúcha, Ivaiporã, Assaí, Porto Rico, Diamante do Norte, além de Céu Azul, divisa com Santa Catarina, exclusivamente para acolher votos de alunos do EaD. Para garantir o funcionamento das seções eleitorais, mais de 360 voluntários serão mobilizados durante o processo.

Apuração em Maringá

A apuração será centralizada no Câmpus Maringá. De acordo com o presidente da comissão, a celeridade do trabalho dependerá da chegada das urnas provenientes dos câmpus mais distantes.

“Temos urnas que percorrem mais de 300 quilômetros. Por isso, a apuração deve começar no dia seguinte à votação, logo cedo. Historicamente, conseguimos concluir o processo ainda durante a manhã”, explicou Gardiolo.

A inscrição das chapas ocorrerá conforme calendário eleitoral já aprovado, se iniciando em 15 de junho e terminando no dia 29 do mesmo mês. Já a homologação dos candidatos e a lista definitiva dos eleitores está prevista para 6 de julho, data oficial para liberação das atividades de campanha.

Pacto de conduta

A comissão também pretende estabelecer um pacto de conduta entre os candidatos para evitar excessos durante a disputa. Entre as principais preocupações estão o uso das redes sociais, a disseminação de informações falsas, ataques pessoais e a utilização de perfis automatizados.

“Hoje a campanha tende a migrar para o ambiente digital. Nossa preocupação é com os bots, os robôs que enviam mensagens, a disseminação de fake news, injúrias, difamação, isso tudo que é muito fácil dentro do ambiente virtual das redes sociais”, ressaltou o presidente da comissão.

Gardiolo também explicou que, em caso de violação das regras eleitorais, o procedimento para elaboração de denúncias pode ser feito pelo e-mail da comissão, via e-Protocolo ou pela Ouvidoria da UEM.

A condução responsável e respeitosa das atividades eleitorais é fundamental para garantir a legitimidade do resultado e está alinhada ao compromisso com a formação de cidadãos éticos, reflexivos e autônomos, um dos princípios institucionais da UEM.

Transparência

A Comissão Eleitoral disponibiliza todas as informações sobre o processo no Portal das Eleições da UEM, com objetivo de garantir transparência e amplo acesso às normas, calendários, listas de eleitores e decisões da comissão. Para Guardiolo, o principal desafio é assegurar que o resultado final seja reconhecido por toda a comunidade universitária.

“Nosso compromisso é garantir uma eleição justa, transparente e sem qualquer dúvida sobre sua legitimidade. A escolha do novo reitor ou reitora é uma decisão estratégica para o futuro da universidade e o desenvolvimento da região”, concluiu o presidente da comissão.

Reconhecida pela tradição de respeito aos processos democráticos internos, a UEM reforça a importância da participação da comunidade universitária na consulta que definirá os nomes da futura administração da universidade. 

(Fábio Candido e Marcelo Bulgarelli/Comunicação UEM)

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