A fim de melhorar a produtividade da administração pública, a Prefeitura de Maringá flexibilizou o horário de trabalho para empregados públicos municipais desde abril. Com a mudança, servidores com filhos passaram a ter mais possibilidades de adequar suas rotinas de trabalho às demandas da família, especialmente as mulheres, que costumam acumular tarefas.
O secretário de Gestão de Pessoas, Moacir Olivatti, esclarece que “o horário alternativo foi proposto tendo em vista que as demandas de cada setor surgem em períodos distintos. Sendo assim, o horário dos servidores é adequado às demandas.”
O decreto não altera o expediente de atendimento ao público, que permanece das 8h às 11h30 e das 13h às 17h30. Mas, agora, o colaborador pode solicitar, junto às chefias, que sua jornada de trabalho seja reorganizada de acordo com a demanda de cada setor, sem alterar a carga horária. “Diante dos relatos dos servidores, a Prefeitura de Maringá concluiu que a flexibilização traria benefícios mútuos entre servidores e administração pública”, explica Olivatti.
Mães - Para além dos benefícios no atendimento, a flexibilização do horário de trabalho também contribuiu para a saúde mental dos agentes públicos. Segundo Andressa Bellei, superintendente da Secretaria de Gestão de Pessoas (Segep) e mãe de duas meninas, de 5 e 7 anos de idade, a mudança impactou, sobretudo, a vida das servidoras que também são mães. “A escolha entre as escalas disponibilizadas pelo decreto dá a opção às profissionais mães de escolherem o horário mais adequado com sua vida pessoal. É uma carga a menos de preocupação, o que influencia muito na saúde mental”, comenta Andressa.
Anay Eusébio, gerente de Controle Interno na Secretaria de Compliance e Controle, comenta que com a flexibilização do horário, seu expediente condiz com as demandas da casa e dos três filhos. “Para quem é dono de casa e tem filho, ajuda muito. Tendo a possibilidade de conciliar esses horários, é mais fácil chegar no trabalho, sentar e dar o que tenho de melhor àquela função, sem correria”, relata.
Segundo ela, o horário otimizado facilitou o atendimento ao cidadão. “Quando você se sente à vontade com os horários, você se compromete mais. Ajuda a aliviar o estresse que, por vezes, é fruto da sobrecarga de ser mãe, dona de casa e trabalhar fora casa. Eu acho que foi bem positivo para nós”, comenta Anay.
Além de trabalhar há 12 anos como arquiteta e urbanista para a Prefeitura de Maringá, Alessandra Hoffmann também é mãe de dois filhos. Ela narra como a rotina antes da flexibilização exigia, às vezes, medidas drásticas para encaixar a vida no horário. “No trânsito, eu me arriscava, inclusive com meu filho. Chegava atrasada ou demorava para chegar. Até me estabilizar para começar o novo turno de trabalho. Era complexo.”
Com a flexibilização, ficou mais fácil adequar as duas realidades. “Isso foi perceptível na minha família. Eu consigo almoçar com eles, não perco tempo logo cedo, consigo levá-los à escola, ir ao trabalho e já começar a trabalhar. Amenizou a rotina”, resume Alessandra.
A adaptação segue modelos adotados por outras administrações públicas no País, que têm trabalhado por gestões mais eficientes e compatíveis com a dinâmica dos serviços oferecidos à população. A expectativa é de uso mais racional da força de trabalho, reduzindo a necessidade de horas extras e tornando o atendimento ao cidadão mais ágil.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)