A Prefeitura de Maringá avança na reestruturação da Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebea), com a implantação de novos fluxos de trabalho, metodologias e protocolos técnicos. A iniciativa fortalece a atuação da pasta, alinhada às diretrizes da Medicina Veterinária do Coletivo e às competências legais de proteção, fiscalização, controle populacional e promoção da guarda responsável. Desde fevereiro, o município reformula a atuação da Sebea, com base no conceito internacional das ‘Cinco Liberdades do Bem-Estar Animal’, que orienta o cuidado físico e emocional dos animais.
Entre as medidas já implantadas estão protocolos de vacinação, desverminação, esterilização e acompanhamento clínico-veterinário, com foco na melhoria contínua das condições de saúde dos animais acolhidos no Centro de Bem-Estar Animal.
A secretária de Proteção e Bem-Estar Animal, Daniela Tozetto, destaca que o novo modelo prioriza ações estruturantes. “Estamos organizando a secretaria com base em critérios técnicos, com protocolos claros para resgate, manejo e reabilitação. O objetivo é atuar na causa do problema, com prevenção, castração e combate ao abandono e aos maus-tratos”, afirma.
As ações em andamento incluem, ainda, a reforma e ampliação do Centro de Bem-Estar Animal às diretrizes da ‘Medicina de Abrigos’. Também está sendo estruturada uma área de recreação no local, o Parcão, para estímulo comportamental e bem-estar dos animais que estão à espera de um lar. O projeto prevê melhorias na organização, controle sanitário, rastreabilidade e bem-estar animal.
Também estão sendo implantados Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para todas as etapas do atendimento, como recepção e triagem, quarentena, isolamento sanitário, limpeza, manejo alimentar e comportamental, além dos processos de adoção, vacinação e castração.
A reestruturação inclui a reorganização dos setores, com separação técnica dos animais por perfil e condição de saúde. A medida considera critérios como densidade adequada, controle de estresse e redução da transmissão de doenças.
Como parte dos novos fluxos e metodologias, a secretaria reforça que o abrigo deve funcionar como centro de passagem, destinado ao acolhimento temporário, preparo clínico e encaminhamento dos animais para adoção responsável ou retorno ao local de origem, quando indicado. “O resgate precisa ser seletivo e técnico. Animais saudáveis não devem ser recolhidos indiscriminadamente. Nosso foco é evitar a superlotação e garantir qualidade no atendimento”, explica Daniela.
Ela ressalta que a atuação também prioriza orientação aos tutores e fiscalização. “Em grande parte dos casos, situações de maus-tratos são resolvidas com acompanhamento e suporte, especialmente quando associadas à vulnerabilidade social”, diz.
Paralelamente, a pasta vem fortalecendo as políticas de adoção e guarda responsável, ampliando o controle populacional por meio da castração e realizando feiras de adoção semanais.
A reestruturação busca consolidar políticas públicas eficazes. “Atualmente, o município enfrenta um desequilíbrio entre o número de animais resgatados e a taxa de adoções. Estamos trabalhando para sair de ações pontuais e construir soluções permanentes, que realmente reduzam o abandono e melhorem a qualidade de vida dos animais”, complementa Daniela.
Cão Comunitário - O município também avança na estruturação do programa ‘Cão Comunitário’, instituído e monitorado pelo poder público. A iniciativa contempla animais que vivem em áreas públicas e recebem cuidados da comunidade. Esses cães são recolhidos pela Secretaria, passam por esterilização, identificação e, posteriormente, são devolvidos ao local de origem.
Cão Servidor - O programa ‘Cão Servidor’ reúne cães treinados pela Secretaria para atuar como apoio emocional às crianças. Nesta primeira etapa, os cães Joca e Jurema, já preparados para atividades de suporte, irão atuar em escolas municipais durante o período de recreio.
A proposta é promover a interação com os alunos e contribuir para o acolhimento no ambiente escolar. Os animais atuarão como apoio em atividades educativas e de convivência, com foco no atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros grupos neurodivergentes.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)