A preocupação com o meio ambiente ganhou protagonismo na Expoingá 2026. Nesta edição, a Sociedade Rural de Maringá apostou em uma série de melhorias no parque, com um olhar mais atento à sustentabilidade. À frente desse movimento está a bióloga, engenheira ambiental e sanitarista Lorena Lima, responsável por implementar programas que prometem transformar a experiência da feira, dentro e fora dela.
Entre as novidades, o monitoramento de ruído chama atenção. Durante todos os dias do evento, uma empresa especializada acompanha, em tempo real, os níveis sonoros tanto na área interna quanto no entorno do parque. A proposta é garantir o equilíbrio entre a animação dos shows e o bem-estar de quem vive nas proximidades. “Neste ano, teremos uma equipe atuando de forma contínua, com acesso direto às mesas de som. Isso permite ajustes imediatos sempre que necessário”, explica Lorena.
Outro passo importante é a adoção do selo “aterro zero”, uma iniciativa que elimina o envio de resíduos para aterros sanitários. Na prática, todo o lixo gerado dentro da feira passa por um processo de reaproveitamento. Os resíduos orgânicos são tratados ali mesmo, por meio de uma máquina que transforma o material em um subproduto utilizado como combustível em caldeiras. Já itens recicláveis, como vidro, papel, metal e plástico, são separados e destinados a uma cooperativa, que fica responsável pela comercialização.
A programação ambiental também se estende para além da gestão de resíduos. Ao longo do evento, serão plantadas 240 mudas de árvores nativas, reforçando o compromisso com a recuperação ambiental. Haverá ainda coleta de resíduos de origem animal, encaminhados para compostagem, além de um ponto aberto ao público para descarte de lixo eletrônico. Visitantes poderão levar equipamentos sem uso, como televisores, ventiladores e notebooks, que terão destinação correta por empresas licenciadas. O recolhimento de óleo de cozinha usado também faz parte da iniciativa, envolvendo tanto expositores quanto o público.
Para dar suporte a todas essas ações, a feira ampliou a estrutura de coleta seletiva, com a instalação de 60 coletores distribuídos pelo parque, identificados para diferentes tipos de resíduos, incluindo espaços específicos para copos e óleo de cozinha.
Com esse conjunto de medidas, a Expoingá 2026 reforça seu compromisso com práticas mais conscientes e mostra que é possível unir tradição, entretenimento e responsabilidade ambiental em um dos maiores eventos agropecuários do país.
(Assessoria Expoingá)