Quando se fala em “continente de lixo”, a expressão não faz referência apenas ao tamanho, mas sim a um local específico, situado no norte do Oceano Pacífico, com o dobro da dimensão do Sudeste brasileiro. Mas qual a nossa relação com esse problema? É justamente esta pergunta que a mostra do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) tenta responder em sua participação na 52ª Expoingá.
O curador da exposição, professor Marcílio Hubner de Miranda Neto, explica que os oceanos são tema central da ciência no mundo todo nesta década e que devemos refletir sobre o nosso papel na preservação desse ecossistema. “O principal meio de transporte, quando falamos de exportação, ainda são os navios, então nós dependemos dos oceanos mesmo vivendo longe deles. E o lixo que vai para um riacho da região, por exemplo, deságua em um rio, que, em última instância, leva todos esses fatores de poluição para o mar.”
Na feira, há representações de oceanos limpos e do continente de lixo, além de exemplos de logística reversa com embalagens do agronegócio, que conta com o apoio do Centro de Ciências Agrária (CCA). “Cerca de 95% das embalagens de defensivos utilizados pela indústria agrícola brasileira é totalmente reutilizada, então é importante valorizarmos esse descarte correto. Nos Estados Unidos, por exemplo, o índice é de apenas 33%”, destaca a monitora Valentina Merli, estudante de Física da UEM.
A proposta é ressaltar as boas práticas e conscientizar o cidadão sobre a destinação correta das embalagens plásticas. Dentre os visitantes do espaço, há crianças, adultos e idosos, que se interessam por várias áreas da ciência, apresentadas pelos monitores, e podem testar conhecimentos e interagir em alguns dos atrativos, como os ambientes da Ludoteca e Experimentoteca de Física, Matemativa e Tabagismo.
A professora Jéssica Vitorino veio de Itambé (município localizado há 40 quilômetros de Maringá) para acompanhar a visita dos alunos dos quintos anos da Escola Municipal Domingos. Segundo ela, as crianças ficam encantadas com as atrações: “é muito importante eles terem contato com a ciência que é feita na universidade, para que eles tenham esse objetivo no futuro, porque, para eles, é um mundo diferente”.
Ciência acessível
No ambiente do Mudi, também é possível conhecer a coleção de insetos da professora Yoko Terada; a exposição Dissecando com o olhar e o Caleidoscópio, além do famoso Giroscópio. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC) também está apresentando trabalhos científicos desenvolvidos por alunos que integram a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
Outra atração disputada são as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), ofertadas em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Maringá. A comunidade pode conhecer e experimentar, gratuitamente, atendimento profissional de auriculoterapia, reiki, aromaterapia, escalda pés, acupuntura, barra de access, reflexologia, biomagnetismo e orientação sobre plantas medicinais.
A participação do Mudi na Expoingá recebeu fomento da Fundação Araucária e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para saber mais sobre a participação do Mudi na Expoingá 2026, acesse o site e as redes sociais do museu.
(Mônica Chagas/Comunicação UEM)