A vacinação contra gripe segue com ações especiais em Londrina, e nesta quarta-feira (3) será oferecida aos grupos prioritários no piso térreo da Prefeitura, das 10h às 17h. A oferta em locais e horários diferentes – além do atendimento rotineiro nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) – tem como objetivo aumentar a proteção de crianças, idosos e gestantes contra as formas mais graves da doença.
No último sábado (30), mais de 500 pessoas foram imunizadas em ações realizadas no CRAS Norte A, no Boulevard Londrina Shopping e na UBS Santiago.
Antes, na sexta-feira (29), a Secretaria Estadual de Saúde determinou a manutenção, em todo o Paraná, da campanha focada nos grupos prioritários, por tempo indeterminado. De acordo com a pasta, o objetivo é garantir a proteção das populações mais vulneráveis neste período mais frio do ano, antes do inverno, em que a circulação de vírus respiratórios atinge o pico sazonal e os casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) tendem a aumentar.
No mais recente boletim das síndromes gripal e respiratória em Londrina, a cobertura vacinal contra a Influenza em Londrina estava em 49,48% entre idosos, 85,9% entre gestantes e apenas 19,96% entre crianças. Considerando os três grupos prioritários, a cobertura geral era de 43,81%, quando a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 90%.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, os índices municipais são superiores à média nacional, mas ainda estão muito distantes do ideal. Ela aponta que houve dois registros de óbitos por influenza em 2026, na cidade. “Vivemos uma crise cultural, com muita desinformação. Então, queremos chamar a atenção, principalmente em relação às crianças e idosos. As estatísticas têm nos mantido em alerta e seguiremos sem medir esforços para melhorar este números”, afirmou.
Saiba mais sobre a vacina
A Sociedade Brasileira de Imunizações emitiu este ano uma nota técnica, esclarecendo as dúvidas mais comuns sobre a vacinação. No documento, a instituição explicou que as vacinas contra influenza em uso no Brasil são todas inativadas (de vírus mortos), portanto, sem capacidade de causar qualquer tipo doença.
O corpo médico esclareceu ainda que, embora a vacina seja segura para a população em geral, a OMS e o Ministério da Saúde consideram prioritárias as pessoas que têm mais risco de complicações e óbito.
Os dados do Instituto Butantan, responsável pela fabricação das doses disponíveis no Sistema Único de Saúde em 2026, demonstram que a vacina tem eficácia de mais de 80% contra hospitalizações e mortes, sobretudo em populações mais vulneráveis, como crianças pequenas e adultos acima de 60 anos.
Nestes grupos, e também em pessoas com comorbidades, a doença pode evoluir para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e até mesmo causar infarto agudo do miocárdio – condições que podem se tornar fatais. Além disso, a vacina tem eficácia de até 60% contra os principais sintomas da gripe, como febre, mal-estar, dor de garganta e sintomas respiratórios.
Quem pode se vacinar:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Idosos, a partir dos 60 anos
- Gestantes e puérperas
- Professores
- Pessoas com deficiência (PCD)
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis;
- Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, portuários, e dos correios;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores de saúde nos serviços público e privado;
- Profissionais das forças de segurança, salvamento e das forças armadas;
- População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade;
- Adolescentes e jovens até 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
- A vacina pode ser tomada nas Unidades Básicas de Saúde, de segunda a sexta-feira das 7h às 19h na área urbana, e nos horários de atendimento de cada UBS Rural.
(Texto: Rakelly Calliari. Foto: Emerson Dias/NCom PML)