O uso do capacete vai muito além de cumprir a legislação. Para ser eficaz, o equipamento deve estar corretamente afivelado e com a viseira fechada. O alerta é reforçado pela Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), durante as ações da campanha 'É Coisa Nossa', que conscientiza motociclistas, condutores de patinetes elétricos e ciclomotores sobre a importância do uso correto do item de segurança.
Somente neste ano, a Semob realizou 46 blitze educativas voltadas a motociclistas. Durante as ações, os agentes de trânsito orientam os condutores sobre a forma correta de utilizar o capacete e reforçam que o equipamento é um dos principais aliados na prevenção de lesões graves em caso de acidentes.
Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Associação Médica Americana (JAMA) reforçam a importância dessa proteção. Segundo as instituições, impactos a apenas 20 km/h já podem causar graves traumatismos cranianos. Além disso, mais de 30% dos acidentes com patinetes resultam em lesões na cabeça. Diante desse cenário, a Semob reforça que o capacete deve ser utilizado corretamente, com a jugular afivelada e a viseira fechada, para reduzir a gravidade dos ferimentos e ampliar a proteção em caso de acidentes.
O uso do capacete é obrigatório conforme o artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e a Resolução nº 996 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Em Maringá, a legislação municipal também exige o equipamento para condutores de patinetes e ciclomotores. Para garantir a proteção adequada, o capacete deve possuir certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Além das blitze educativas, a campanha 'É Coisa Nossa' também leva orientações sobre o uso correto do capacete por meio de um quiz voltado a motociclistas, usuários de patinetes e ciclistas.
As orientações também fazem parte de outras ações permanentes desenvolvidas pela Semob. Durante a ‘Operação Cruzamento’, realizada em locais com maior incidência de acidentes, agentes de trânsito orientam condutores sobre comportamentos seguros. A educação para o trânsito também começa ainda na infância, por meio dos programas 'É de Pequeno que se Aprende' e 'Trânsito em Sala de Aula', que levam informações sobre segurança viária a crianças e adolescentes e incentivam a formação de futuros condutores mais conscientes.
O secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, reforça que a preocupação com a segurança deve estar todos os dias na mente dos condutores, e não apenas de forma isolada. “A segurança viária se constrói coletivamente e o uso do capacete deve ser encarado como um ato de responsabilidade individual e preservação da vida. Não importa a distância a ser percorrida, e se há ou não fiscalização. O que importa mesmo é a sua vida e de quem está com você. Este é um alerta que fazemos não apenas aos motociclistas tradicionais, mas também ao crescente público que utiliza motos e patinetes elétricos’, disse.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)