Em clima equilibrado, ameno e respeitoso, as três chapas que disputam a Reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) participaram, na noite de quinta-feira (13), do único debate antes do primeiro turno das eleições para a gestão 2026-2030. O encontro, realizado no Restaurante Universitário (RU), reuniu estudantes, docentes e agentes universitários para discutir propostas, desafios e perspectivas para o futuro da instituição. O pleito ocorre na próxima segunda-feira (17).
Durante pouco mais de três horas, os candidatos a reitor e a vice-reitor, respectivamente, Priscila Garcia Marques e Maria Cristina Gomes Machado, da Chapa 1 – UEM nos Une; Gisele Mendes de Carvalho e Geovanio Edervaldo Rossato, da Chapa 2 – Em Defesa da UEM; e Romel Dias Vanderlei e Adriana Aparecida Pinto, da Chapa 3 – União e Modernização, apresentaram propostas, responderam a questionamentos e debateram temas de interesse da comunidade universitária.
O debate foi promovido conjuntamente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Associação dos Docentes da UEM (Aduem), Associação dos Funcionários da UEM (Afuem), Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem) e Diretório Central dos Estudantes (DCE).
A organização estabeleceu uma dinâmica em cinco blocos, com apresentação, perguntas entre as chapas, questões encaminhadas pela comunidade acadêmica, participação da plenária e considerações finais. O formato buscou assegurar condições equilibradas de participação às três candidaturas.
Com o RU completamente lotado, os candidatos discutiram assuntos como melhorias no Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) e no RU, realização de concursos, revitalização da infraestrutura, políticas de cotas para pessoas trans, evasão estudantil, integração entre os câmpus, autonomia universitária, comunicação institucional e segurança, entre outras questões relacionadas ao cotidiano e ao futuro da UEM.
Avaliação das candidaturas
Ao final do encontro, os candidatos avaliaram positivamente a realização do debate e destacaram diferentes aspectos da experiência.
Marques, atual diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), viu no encontro um momento importante do processo eleitoral e destacou tanto a discussão das propostas quanto a exposição das posições políticas das candidaturas.
“Acho que o debate foi bastante produtivo. O processo de eleição na UEM é um processo formativo, é um processo que deve dar o exemplo para a sociedade de uma forma de como deve acontecer uma eleição e aqui a gente viu isso, discussão de muitas propostas, mas também uma forma de enxergar o posicionamento político de todos os candidatos”, disse a candidata da chapa 1.
Mendes, que também é vice-reitora da gestão atual, ressaltou a participação das entidades organizadoras e a possibilidade de diálogo entre as candidaturas e a comunidade universitária.
“A maneira como o debate foi guiado pelas entidades e as associações foi muito interessante e faço jus aqui ao DCE que ajudou a organizar, porque possibilitou que nós conversássemos entre nós e tivéssemos perguntas vindas de fora. Foi uma oportunidade única de a gente poder dialogar com a nossa comunidade interna e externa e agradeço muito aos promotores do debate. Foi excelente”, afirmou a candidata da chapa 2.
Já Vanderlei, diretor do Centro de Tecnologia (CTC) na gestão 2020-2024, avaliou que o debate possibilitou ampliar o conhecimento da comunidade sobre as propostas apresentadas pelos postulantes ao cargo máximo da Universidade.
“Achei muito bom. Nós pudemos debater várias ideias da nossa chapa, colocar para a sociedade de uma forma mais ampla aquilo que pensamos e que estão no nosso plano de gestão e também ouvir o que as outras chapas estão colocando e quais foram as propostas delas. Estamos alinhados com aquilo que a Universidade precisa e acredito que vamos ter grande sucesso no pleito de 17 de agosto”, analisou o candidato da chapa 3.
A eleição
A eleição para reitor e vice-reitor da UEM será realizada na próxima segunda-feira (17), em primeiro turno, com apuração já no dia seguinte. O horário varia de acordo com as seções eleitorais, sendo de 7h às 22h no Câmpus Maringá, maior colégio eleitoral da instituição. A votação é presencial e envolve docentes, agentes universitários e estudantes. Caso seja necessário segundo turno, a votação está prevista para 31 de agosto.
Em ambos os casos, a eleição será realizada de forma presencial, uma exclusividade da UEM entre as sete universidades estaduais do Paraná. Serão instaladas 40 urnas, das quais 25 estarão no Câmpus Maringá, 3 no HUM, além de 12 distribuídas entre os câmpus regionais e polos de Educação a Distância (EaD).
As urnas atenderão eleitores em cidades como Umuarama, Cianorte, Goioerê, Cidade Gaúcha, Ivaiporã, Assaí, Porto Rico, Diamante do Norte, além de Céu Azul, divisa com Santa Catarina, exclusivamente para acolher votos de alunos do EaD. Para garantir o funcionamento das seções eleitorais, mais de 360 voluntários serão mobilizados durante o processo. A apuração será centralizada no Câmpus Maringá.
Reconhecida pela tradição de respeito aos processos democráticos internos, a UEM reforça a importância da participação da comunidade universitária na consulta que definirá os nomes da futura administração da universidade.
Mais informações relativas ao processo eleitoral para a escolha dos novos reitor e vice-reitor da instituição podem ser acessadas no Portal de Eleições da UEM.
(Fábio Candido/Comunicação UEM)