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UEM leva ciência e extensão ao Verão Maior Paraná 2026
Por Administrador
Publicado em 02/02/2026 14:35
Notícias de Maringá

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) participa do Verão Maior Paraná 2026, levando ao Litoral paranaense projetos de extensão que aproximam a ciência, a educação e a sustentabilidade do público que frequenta as praias do estado durante a temporada de verão. A programação do evento, que iniciou em 28 de dezembro de 2025 vai até 8 de fevereiro de 2026 e já reuniu milhares de turistas em uma agenda que integra cultura, esporte, lazer, cidadania e divulgação científica. Três projetos da UEM viajaram ao litoral paranaense: "Cienciando”; “Horta do Saber” e “SAN em Ação - Alimentação Saudável e Sustentável nas Comunidades Paranaenses".

Promovido pelo Governo do Estado do Paraná, sob coordenação da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o Verão Maior Paraná é reconhecido como um dos maiores festivais gratuitos de verão do Brasil. Além dos grandes shows e das atividades esportivas, o evento reserva um espaço para a atuação das universidades públicas, que transformam a orla em um ambiente de aprendizagem, troca de saberes e interação direta com a sociedade. 

Nesta edição, além da UEM participam do projeto as outras seis universidades estaduais: a de Londrina (UEL), a de Ponta Grossa (UEPG), a do Centro-Oeste (Unicentro), a do Oeste do Paraná (Unioeste), a do Norte do Paraná (UENP) e a Estadual do Paraná (Unespar). Todas viajaram com o objetivo de apresentarem ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas em diferentes áreas do conhecimento. 

De acordo com informações da Seti, o estande, nas areias da Praia Brava, no Balneário de Caiobá, desde o começo do verão recebe uma média diária de 1.400 veranistas, que participam de atividades diversas e conhecem mais sobre o trabalho das sete universidades estaduais do Paraná.

A tenda, que abriga o espaço das universidades, recebeu a visita da vice-reitora da UEM, professora Gisele Mendes, que destacou a relevância do evento como política pública de integração entre universidade e sociedade. “O projeto Verão Maior Paraná, que visito pela segunda vez este ano, é uma excelente oportunidade de aproximar as nossas sete universidades públicas estaduais da comunidade externa e da sociedade em geral. As instituições participam sob a coordenação da SETI, com a valorização da extensão como missão constitucional fundamental das universidades”, afirma.

Segundo a vice-reitora, a participação da UEM no litoral reforça um conjunto de “iniciativas que contribuem para a popularização e a disseminação do conhecimento científico, conscientizando o público sobre temas como segurança alimentar e sustentabilidade ambiental, além de atividades lúdicas que ensinam enquanto entretém”, destaca.

A professora da UEM e Assessora da Reitoria para Assuntos Institucionais ligados à EaD, Maria Luisa Furlan, também acompanhou as atividades e reforçou o papel da extensão universitária como elo com a comunidade. “A participação das universidades no Verão Maior Paraná é extremamente importante, pois é por meio da extensão que ocorre de forma mais efetiva a conexão com a sociedade. Aqui no litoral vemos crianças, jovens e adultos interessados em conhecer o que as universidades fazem para o bem da população”, afirma. Para ela, o projeto evidencia o potencial das instituições públicas em integrar ensino, pesquisa, extensão e inovação, despertando o interesse inclusive de turistas de fora do estado. 

A participação da UEM no Verão Maior Paraná 2026 ocorre por meio do projeto institucional “Verão Maior Paraná - Divulga Ciência UEM 2025/2026”, coordenado pelo diretor do Centro de Ciências Exatas, professor Diogo Rossoni, que também atua como coordenador geral da ação pela universidade. A iniciativa é estruturada em três metas complementares e integra divulgação científica, sustentabilidade e educação alimentar.

Segundo Rossoni, o projeto reúne oficinas lúdicas e interativas de ciências exatas, ações de horta escolar e compostagem urbana, além de atividades educativas voltadas à segurança alimentar, boas práticas e economia circular. “O objetivo é aproximar a universidade da sociedade, promovendo a popularização da ciência de forma acessível e prática, aproveitando o grande fluxo de pessoas durante a alta temporada no litoral”, explica.

Como coordenador institucional, o professor destaca que a execução das atividades envolve docentes responsáveis por cada uma das frentes do projeto, além de estudantes extensionistas e equipe de apoio da UEM. “A proposta foi pensada para conectar ciência, sustentabilidade e saúde, temas que fazem parte do cotidiano das pessoas, mas que muitas vezes não chegam à população em uma linguagem acessível”, afirma.

A interação com o público, segundo Rossoni, tem sido intensa e positiva. Ele observa que muitos visitantes se surpreendem ao perceber que a universidade desenvolve pesquisas e atividades relacionadas a temas aparentemente simples, mas sustentadas por conhecimento científico sólido. “Entre crianças e adolescentes, essa surpresa vira encantamento. Eles querem testar, comparar resultados e entender o porquê das coisas. Isso acaba envolvendo também pais e responsáveis, que passam a enxergar a UEM para além da sala de aula”, relata.

O ambiente da praia, com fluxo intenso e público diverso, também influencia a forma de comunicação do projeto. “A praia muda tudo. Precisamos adaptar a linguagem para ser mais visual, direta e acolhedora, com explicações em diferentes níveis, desde quem apenas passa até quem decide permanecer e aprofundar a conversa”, explica. Para o coordenador, essa experiência fortalece a divulgação científica ao reduzir barreiras e tornar a ciência mais próxima da sociedade.

Rossoni também avalia de forma positiva a convivência com projetos de outras universidades estaduais presentes no evento. “A participação da UEM se insere muito bem nesse contexto coletivo, atuando de forma complementar às demais instituições. Além disso, a convivência ao longo dos dias favorece uma troca rica de experiências, metodologias e ideias, abrindo espaço para futuras parcerias em extensão e pesquisa aplicada”, conclui.

Cienciando

O projeto Cienciando, coordenado pela professora Débora Cristina Baldoqui, do Departamento de Química da UEM, integrou a primeira fase de participação da universidade no Verão Maior Paraná 2026. A iniciativa tem como objetivo a divulgação científica, por meio de experimentos simples, interativos e acessíveis, que aproximam conceitos da química do cotidiano das pessoas.

Com uma abordagem lúdica e educativa, o projeto busca despertar a curiosidade científica de crianças, jovens e adultos, mostrando que o conhecimento produzido na universidade pode ser compreendido fora dos laboratórios e aplicado à vida cotidiana. As atividades estimulam a observação, o questionamento e o interesse pela ciência, reforçando o papel da extensão universitária na formação cidadã.

Horta do Saber

Na segunda etapa do evento, a UEM apresentou o projeto Horta do Saber, uma ação interdisciplinar desenvolvida em parceria pelo Centro de Ciências Agrárias (CCA), Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH) e pelo Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP). O projeto tem como responsável a professora Adriana Aparecida Pinto e foi levado ao litoral pelo professor Osnil Alves Camargo Júnior.

A proposta da Horta do Saber é promover educação ambiental, segurança alimentar e sustentabilidade, utilizando a horta como espaço pedagógico e de diálogo com a comunidade. As atividades mostram que é possível cultivar alimentos em pequenos espaços, implantar hortas domésticas e composteiras caseiras de forma simples, econômica e eficiente.

Segundo o professor Osnil, a participação no Verão Maior Paraná permite aproximar o conhecimento científico da população de maneira prática e acessível. “Projetos de extensão como a Horta do Saber mostram que a universidade pública vai além da sala de aula e do laboratório, atuando diretamente junto à comunidade. Na praia, quebramos a ideia de que a ciência é algo distante, tornando a comunicação mais simples, visual e interativa, sem perder o embasamento científico”, explica.

A professora Érica Alves, chefe do CCH, visitou o espaço, e destacou a relevância da estrutura e das ações desenvolvidas no espaço da UEM. “A estrutura é organizada, acolhedora e funcional, permitindo diferentes atividades simultâneas. A diversidade de ações educativas, culturais e científicas reforça o potencial da universidade em dialogar com a sociedade de forma acessível, sem perder o rigor do conhecimento”, avalia. Para ela, a Horta do Saber exemplifica o impacto das ações interdisciplinares ao articular saberes científicos e populares e estimular uma aprendizagem prática e contextualizada. 

Encerrando a participação da UEM no Verão Maior Paraná 2026, a professora Cássia Rosa, do Departamento de Agronomia, leva até o fim do verão o projeto SAN em Ação - Alimentação Saudável e Sustentável nas Comunidades Paranaenses. A iniciativa tem como objetivo promover a segurança alimentar e nutricional, abordando temas como alimentação de qualidade, redução do desperdício de alimentos e estímulo ao consumo de frutas e hortaliças.

O projeto desenvolve atividades educativas por meio de jogos, pirâmide alimentar, dinâmicas de “mito ou verdade” e orientações práticas, conscientizando o público sobre hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis. A proposta também busca mostrar o impacto social da alimentação adequada na qualidade de vida das comunidades.

Para o chefe do Centro de Ciências Agrárias, professor Carlos Alberto de Bastos Andrade, ações como essa são fundamentais para a formação dos estudantes e para o retorno social da universidade. “Não basta apenas produzir conhecimento, é preciso levar esse conhecimento à sociedade. Esses projetos permitem que os estudantes tenham contato direto com a comunidade, mostrando o que é desenvolvido no CCA e na UEM. Estar no litoral, em um momento de lazer das pessoas, é uma oportunidade única de diálogo e aproximação”, afirma.

A professora Cássia Rosa reforça que a receptividade do público tem sido positiva e, muitas vezes, surpreendente. “Trabalhamos o conceito de segurança alimentar e nutricional relacionando qualidade dos alimentos, redução do desperdício e acesso à informação. A participação da comunidade tem sido intensa, com muitas pessoas interessadas em entender como pequenas mudanças nos hábitos alimentares podem gerar impactos significativos na saúde”, explica. 

(João Luiz Lazaretti/Comunicação UEM) 

 

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