Em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, a Prefeitura de Maringá realizou na sexta-feira, 30, um Feirão de Empregabilidade voltado para a comunidade trans. A ação foi promovida pela Secretaria de Juventude, Cidadania e Migrantes (Sejuc), em parceria com as secretarias de Políticas Públicas para Mulheres e de Trabalho, Renda e Agricultura Familiar. O Feirão reuniu mais de 100 pessoas e contou com a participação de 22 empresas, que ofertaram mais de 160 vagas exclusivas para pessoas trans.
A secretária de Juventude, Cidadania e Migrantes, Sandra Franchini, destacou a importância da ação. “É mais uma política pública que garante direitos e oportunidades de emprego e inclusão social”, afirmou.
O secretário de Trabalho, Renda e Agricultura Familiar, Rogério Bernardo, reforçou a parceria entre as secretarias e o setor empresarial para a realização do feirão. “A soma de esforços é o que gera resultado. Foram 22 empresas parceiras oferecendo mais de 160 vagas, garantindo que esse público fosse incluído e valorizado no ambiente de trabalho”, disse.
A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Olga Agulhon, ressaltou que o respeito e a inclusão devem ser princípios permanentes. “A Agência do Trabalhador atende toda a população durante o ano inteiro. O mais importante é garantir respeito e oportunidade para todos”, destacou.
O gerente de Diversidade da Secretaria de Juventude, Cidadania e Migrantes, Natan Pereira Cavalheiro, enfatizou o papel do emprego como ferramenta de dignidade e cidadania. “O acesso ao trabalho é essencial para garantir dignidade, autonomia e melhores condições de vida. Nossa meta é que essa ação se torne algo rotineiro”, afirmou.
Oportunidades - Para quem participou do Feirão, a iniciativa representa acolhimento e esperança. A agente administrativa Thaynara Ventura destacou a importância da luta por igualdade. “É uma oportunidade de melhorar de vida. Muitas pessoas trans sofrem preconceito e precisam desse apoio para conquistar um emprego”, disse.
Ítalo Erasmo da Silva de Barros ressaltou a importância de um ambiente seguro durante os processos seletivos. “Ter um evento específico permite que a gente seja quem realmente é ao buscar um emprego. É uma porta de esperança, tanto para as pessoas trans quanto para os recrutadores”, afirmou.
Com apenas 18 anos, o estudante Rafael Scodoni destacou o sentimento de acolhimento. “Esse tipo de iniciativa ajuda muito. Me sinto mais seguro e confiante para procurar emprego em um espaço que respeita e acolhe.”
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Maria Julia Ferreira/PMM)